A Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, em conjunto com a Fundação Nacional de Artes, organizou um encontro de executivos do Banco do Brasil, do BNDES e da Caixa Econômica Federal com produtores culturais, para apresentação dos produtos de crédito para a Cultura oferecidos pelos bancos oficiais.
A reunião ocorreu nessa segunda-feira, 21 de setembro, na Sede da Funarte, no Rio de Janeiro, e também contou com a participação de diretores do Sebrae. Na ocasião, discutiu-se a viabilização de parcerias entre as entidades presentes, de forma a corresponder a todo o potencial da Economia da Cultura, que representa 5% do PIB nacional.
O encontro cumpriu a segunda etapa de um projeto que a Sefic/MinC iniciou em agosto último, realizando o 1° Encontro de Integração MinC – Bancos Oficiais, no qual houve troca de experiências e ideias para fomento da Economia da Cultura. O resultado da iniciativa foi discutido diretamente com os produtores do setor que, relatando as dificuldades e anseios mais comuns às áreas em que atuam, evidenciaram a necessidade de adequação dos produtos de crédito existentes.
Os executivos das instituições financeiras, mostrando-se favoráveis a esta adequação, manifestaram o interesse que têm de customizar seus produtos aos segmentos da cultura. Atualmente, os bancos oficiais têm mais de R$ 5 bilhões para disponibilizar em linhas de crédito e microcrédito para o setor cultural. Para o presidente da Funarte, Sérgio Mamberti, tão importante quanto o aporte de recursos é a execução das políticas públicas para o setor, que é o papel do MinC.
O secretário da Sefic/MinC, Roberto Nascimento, idealizador da agenda, considera que os resultados dos dois encontros revelam, de imediato, a viabilização de expansão dos mecanismos de financiamento da cultura para além da Lei Rouanet, a compreensão, por parte dos bancos, da Economia da Cultura como um excelente negócio, e, por parte dos produtores, a consciência de uma diversidade de ofertas de financiamento para seus projetos em absoluta concordância com a diversidade do setor cultural.
“Foi um longo processo de construção política e de muito diálogo, esse de, pela primeira vez, aproximar dois universos distintos, mas complementares, em favor da cultura. Os resultados serão positivos para todos, tenho certeza”, destacou o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura.