Qualificar a demanda no setor cultural e difundir junto aos agentes culturais uma nova concepção ao elaborar projetos, focada na construção de propostas mais alinhadas com as políticas públicas e estruturadas para buscar parceiros diversificados.
Esses são os objetivos do Programa de Capacitação em Projetos Culturais desenvolvido pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Incentivo e Fomento à Cultura (Sefic/MinC), em parceria com Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Instituto Itaú Cultural. Para desenvolvê-lo e traçar metas e parâmetros representantes dessas instituições estiveram reunidos na semana passada, nos dias 2 e 3 de abril, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
O curso de capacitação será destinado ao Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A explicação para essa escolha é o fato de serem as regiões do país historicamente menos contempladas no tocante à distribuição de recursos e investimentos para o desenvolvimento da área cultural. A proposta inicial é de que uma média de 100 pessoas sejam capacitadas em cada estado.
“Nosso objetivo é fazer com que essas pessoas se relacionem com os projetos de uma maneira mais sistematizada, seja para financiamento pelo Ministério da Cultura, ou outras finalidades. Que saibam elaborar projetos, saibam porque isso acontece, que vejam esse processo além do preenchimento do formulário da Lei Roaunet. Vejam que um projeto é resultado de um planejamento e que por isso há a necessidade de preparar uma série de coisas, ou seja, tenham uma visão global”, esclarece a coordenadora-geral de Orientação e Integração da Sefic/MinC, Teresa Cristina Rocha.
De acordo com Teresa Cristina, é necessário fornecer ao público participante do Programa de Capacitação em Projetos Culturais noções de empreendedorismo, de protagonismo e fazer com que as pessoas que atuem com comunidades possam ter resultados melhores através de seu trabalho.
“Para isso, é preciso oferecer material de boa qualidade e conteúdos adequados para que possam qualificar projetos em seus próprios ambientes. Além de melhorar a condição de oportunidade de terem acesso à informação. Pois a não garantia desse direito aprofunda a assimetria da relação com o poder público, pois às vezes há excelentes idéias, mas as pessoas não sabem transformá-las em projetos para apresentação ao MinC”, completa.
(Comunicação Social/MinC)